quarta-feira, 17 de setembro de 2025

MP aponta que primeira-dama de João Pessoa teria relação com facção criminosa para influenciar resultado das eleições


 Denunciada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), a primeira-dama de João Pessoa é apontada como integrantes de um esquema criminoso com uma facção criminosa para influenciar o resultado das eleições de 2024, onde o marido, Cícero Lucena, foi reeleito prefeito da capital.

A primeira etapa da operação Território Livre foi deflagrada em 10 de setembro de 2024 e cumpriu três mandados de busca e apreensão. No dia 19 do mesmo mês, foi realizada a 2ª fase, com sete mandados de busca e apreensão, além da prisão da então vereadora Raíssa Lacerda. E, no fim do mês, no dia 28, a 3ª fase cumpriu dois mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, contra a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena e a secretária dela, Tereza Cristina Barbosa.

As investigações revelaram a existência de uma organização criminosa complexa, composta por agentes políticos, servidores públicos e integrantes de uma facção criminosa voltada à prática de corrupção eleitoral, aliciamento violento de eleitores, constrangimento de candidatos e apropriação de recursos públicos.

Segundo o que foi apurado, a facção atuava no controle territorial de bairros da capital paraibana, como São José e Alto do Mateus, impondo, por meio de intimidação e violência, restrições à livre manifestação política e ao direito de voto. Em contrapartida, líderes do grupo criminoso e seus parentes recebiam cargos e benefícios na Administração Pública Municipal, consolidando um ciclo de favorecimentos ilícitos.

As provas reunidas incluem interceptações telefônicas, mensagens eletrônicas, documentos oficiais e apreensão de valores em espécie, evidenciando a profunda infiltração da criminalidade organizada no processo democrático.

Com o recebimento da denúncia, o Ministério Público, a Polícia Federal e todo o sistema eleitoral reafirmam o compromisso de proteger a lisura das eleições, a liberdade do voto e a integridade das instituições democráticas, adotando todas as medidas legais necessárias para a responsabilização dos envolvidos.

Atuação de Lauremília

O esquema que Lauremília fazia parte incluia dois chefes de facção. Ela teria feito acordos com os criminosos em busca de apoio nos territórios em que eles têm controle.

Para isso, ela participou ativamente de um esquema de influência em que conseguia a nomeação para cargos na prefeitura de pessoas indicadas pelos criminosos, segundo a decisão.

Além de conseguir cargos públicos para aliados das facções, o esquema ainda, segundo a Justiça, teria ameaçado eleitores e opositores, além fazer promessas indevidas em troca de votos.

Blog do BG PB

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