sábado, 26 de julho de 2025

Homem invade prédio no centro de SP e mata a ex-companheira a tiros


 Uma mulher de 39 anos foi assassinada a tiros pelo ex-companheiro, de 37, no início da tarde desta sexta-feira (25), dentro de um prédio comercial onde funcionam repartições da Prefeitura de São Paulo, na Rua Boa Vista, no centro da capital paulista. Em seguida, o homem cometeu suicídio. De acordo com a Polícia Militar, o autor dos disparos era vigilante e chegou ao local uniformizado, usando a arma da empresa em que trabalhava.

A vítima atuava como recepcionista em um dos escritórios do edifício. O crime ocorreu por volta das 13h40. Segundo testemunhas, o agressor entrou no prédio, se aproximou da ex-companheira e atirou. Ninguém mais ficou ferido. As identidades das vítimas não foram divulgadas. O caso foi registrado como feminicídio e suicídio no 8º Distrito Policial, no Brás.

A Secretaria da Segurança Pública informou que os andares do prédio são ocupados tanto por empresas privadas quanto por órgãos como a Secretaria Municipal de Gestão e a SPTuris. Por causa da movimentação policial, o prédio teve as portas fechadas, perícias agendadas foram suspensas e o trânsito ficou congestionado na região.

Violência contra a mulher em alta

O crime ocorre em um momento de alta nos casos de feminicídio no Brasil. Dados divulgados na quinta-feira (24) pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que 1.492 mulheres foram vítimas desse tipo de violência em 2024 — o maior número desde a criação da lei que tipifica o feminicídio, em 2015. O número representa uma alta de 0,7% em relação a 2023.

Além disso, as tentativas de feminicídio subiram 19% no país, somando 3.870 registros. Em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 por motivações de gênero. O levantamento mostra ainda que, em 80% dos casos, o autor era o companheiro ou ex-companheiro da vítima. O relatório alerta para a fragilidade das medidas protetivas de urgência: ao menos 121 mulheres foram assassinadas mesmo estando sob proteção judicial entre 2023 e 2024.

O estado de São Paulo teve um dos maiores aumentos nas tentativas de feminicídio no período, com crescimento de 47,4%. Especialistas pedem a revisão urgente das políticas de prevenção e proteção às mulheres diante da persistência e do agravamento da violência de gênero no país.

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