O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que não merece ser acusado de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito por denunciar supostas violações cometidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Apesar de indiciado pela PF (Polícia Federal) por atuação no exterior, em vídeo gravado em inglês e publicado nas redes sociais, o filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que continuará denunciando “abusos” do Judiciário brasileiro e que o Congresso Nacional deve votar a anistia.
“A força-tarefa da Polícia Federal sob o controle de Alexandre de Moraes está me acusando, formalmente, de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o que significa que eu posso ser preso por mais de 12 anos”, disse aos seguidores.
Eduardo ainda citou considerar que o indiciamento tem relação com denúncias de violação dos direitos humanos que teriam sido cometidas pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Como eles não têm coragem de colocar o presidente Trump, o secretário [Marco] Rubio e o secretário [Scott] Bessent sob investigação, eles estão vindo atrás de mim. Mas eu já disse a eles que eu não vou parar. Vou continuar denunciando a violação deles de direitos humanos. E por quê? Porque eu quero aumentar a pressão contra essas violações dos direitos humanos.”
O parlamentar afirmou também que o Congresso está sendo ameaçado pelo Judiciário, mas que continuará a atuar pela aprovação da anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.
“O Congresso deve ser livre para votar o projeto de anistia. Esse é meu objetivo, é isso que eu quero”, finalizou.
Na noite da última quarta-feira (20), a PF indiciou Eduardo e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), devido à atuação do parlamentar nos Estados Unidos. A corporação diz que ambos têm atuado para obstruir o avanço da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.
CNN

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