O Procon de Campina Grande denunciou ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) indícios de cartel entre postos de combustíveis do município após um aumento no preço da gasolina. O presidente da categoria, no entanto, nega que tenha ocorrido reajuste abusivo na cidade.
De acordo com o Procon, o aumento médio do litro da gasolina chegou a R$ 0,30 no final de 2025. Uma pesquisa realizada pelo órgão apontou que 42 dos 62 postos pesquisados vendiam a gasolina a R$ 5,99 no mês de dezembro.
A situação levou o órgão a notificar todos os postos para explicar os reajustes, e alguns já não conseguiram fornecer respostas satisfatórias, o que pode gerar processos administrativos.
O presidente do sindicato dos postos de combustíveis de Campina Grande, Bruno Agra, defendeu o aumento, alegando que ele se deve a fatores como o fim da safra do etanol e o aumento do ICMS.
“Metade do ano tem produção de etanol e a outra metade do ano não tem produção. Inclusive, nessa metade que teve produção, é necessário ter estoques, tendo em vista que 30% da gasolina C é etanol, para suprir esses outros seis meses. É a lei da oferta e da procura. Não há produção, infelizmente, o valor aumentou e houve reflexo na gasolina”, afirmou.
Bruno Agra destacou ainda que os lucros do setor giram em torno de 12%, abaixo do limite permitido pela legislação brasileira, que pode chegar a 20%. Segundo ele, mesmo com os reajustes recentes, o preço do combustível em Campina Grande permanece relativamente favorável.

Nenhum comentário:
Postar um comentário